DESENVOLVIMENTO DAS LINGUAGENS NA INFÂNCIA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: INTERFACES ENTRE INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS, INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66104/ha4yeb13

Palavras-chave:

Desenvolvimento das linguagens; Formação de professores; Inteligências múltiplas; Inteligência emocional; Alfabetização; Educação infantil.

Resumo

O estudo analisa o desenvolvimento das linguagens na infância articulado à formação de professores, considerando as contribuições da Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner e da Inteligência Emocional proposta por Daniel Goleman, com enfoque nas práticas de alfabetização desenvolvidas no contexto educacional contemporâneo. O estudo fundamenta-se em uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, realizada a partir da análise de produções científicas nacionais e internacionais relacionadas ao desenvolvimento infantil, às práticas de linguagem, à formação docente e aos processos de ensino-aprendizagem. A investigação evidencia que o desenvolvimento das linguagens na infância ultrapassa a dimensão meramente técnica da alfabetização, envolvendo aspectos cognitivos, emocionais, sociais e culturais que demandam práticas pedagógicas integradoras e metodologias capazes de reconhecer as múltiplas potencialidades das crianças. Os resultados apontam que a formação de professores constitui elemento central para a consolidação de práticas alfabetizadoras inovadoras, inclusivas e sensíveis às diferentes formas de aprendizagem. Além disso, verifica-se que a articulação entre inteligências múltiplas, inteligência emocional e desenvolvimento linguístico favorece processos educativos mais significativos, colaborativos e humanizados. Conclui-se que a valorização das múltiplas linguagens e das competências socioemocionais no ambiente escolar contribui para o fortalecimento da aprendizagem, da autonomia intelectual e da formação integral da criança, ao mesmo tempo em que exige uma formação docente crítica, reflexiva e alinhada às demandas educacionais contemporâneas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

AGUIAR, Vera Teixeira de. Era uma vez... na escola: formando educadores para formar leitores. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2001.

ARMSTRONG, Thomas. Inteligências múltiplas na sala de aula. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1999.

CAPELLINI, Simone Aparecida; CONRADO, T. L. B. C. Desempenho de escolares com e sem dificuldades de aprendizagem em habilidade fonológica, nomeação rápida, leitura e escrita. Revista CEFAC, São Paulo, v. 11, n. 2, p. 183-193, 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S1516-18462009005000002

CHEN, Jie-Qi; MORAN, Seana; GARDNER, Howard. Multiple intelligences around the world. San Francisco: Jossey-Bass, 2021.

CRESWELL, John W.; CRESWELL, J. David. Research design: qualitative, quantitative and mixed methods approaches. 5. ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2021.

DAMÁSIO, António. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

DURLAK, Joseph A. et al. The impact of enhancing students’ social and emotional learning: a meta-analysis of school-based universal interventions. Child Development, Hoboken, v. 82, n. 1, p. 405-432, 2011. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.2010.01564.x

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 24. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

FLICK, Uwe. Introdução à metodologia de pesquisa: um guia para iniciantes. Porto Alegre: Penso, 2013.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GARDNER, Howard. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre: Artmed, 1994.

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 1995.

GARDNER, Howard. Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003.

IMMORDINO-YANG, Mary Helen. Emotions, learning, and the brain: exploring the educational implications of affective neuroscience. New York: W. W. Norton & Company, 2016.

KLEIMAN, Ângela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 2007.

LAZEAR, David. Multiple intelligence approaches to assessment. Tucson: Zephyr Press, 2004.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2021.

LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 19. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2019.

NÓVOA, António. Os professores e a sua formação num tempo de metamorfose da escola. Lisboa: Educa, 2022.

OECD. Beyond academic learning: first results from the survey of social and emotional skills. Paris: OECD Publishing, 2021. DOI: https://doi.org/10.1787/92a11084-en

PIAGET, Jean. A linguagem e o pensamento da criança. São Paulo: Martins Fontes, 1976.

RIDOLFI, Luiz Fernando et al. Formação docente e competências digitais: perspectivas, desafios e implicações na prática pedagógica contemporânea. Revista Políticas Públicas & Cidades, [S. l.], v. 15, n. 1, p. e2907, 2026. DOI: https://doi.org/10.23900/2359-1552v15n1-4-2026

ROJO, Roxane. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.

SALOVEY, Peter; MAYER, John D. Emotional intelligence. Imagination, Cognition and Personality, New York, v. 9, n. 3, p. 185-211, 1990. DOI: https://doi.org/10.2190/DUGG-P24E-52WK-6CDG

SHEARER, Branton. Multiple intelligences in teaching and education: lessons learned from neuroscience. Journal of Intelligence, Basel, v. 7, n. 4, p. 1-15, 2019.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2020.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.17i2.0010

TEBEROSKY, Ana; COLOMER, Teresa. Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2021.

TOKUHAMA-ESPINOSA, Tracey. Neuromyths: debunking false ideas about the brain. New York: Teachers College Press, 2020.

UNESCO. Global education monitoring report 2023: technology in education. Paris: UNESCO Publishing, 2023.

VYGOTSKY, Lev Semionovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

WALLON, Henri. Psicologia e educação da infância. Lisboa: Estampa, 1996.

WHITTEMORE, Robin; KNAFL, Kathleen. The integrative review: updated methodology. Journal of Advanced Nursing, Oxford, v. 52, n. 5, p. 546-553, 2005. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1365-2648.2005.03621.x

WILLINGHAM, Daniel T. Reframing the mind. Education Next, Cambridge, v. 4, n. 3, p. 19-24, 2004.

Downloads

Publicado

2026-05-26

Como Citar

DESENVOLVIMENTO DAS LINGUAGENS NA INFÂNCIA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: INTERFACES ENTRE INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS, INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO. (2026). RJNM, 7(06), 1-34. https://doi.org/10.66104/ha4yeb13