El avance de la soja sobre el Semiárido: un análisis multidisciplinario de la expansión del agronegocio en el Cariri
DOI:
https://doi.org/10.66104/jemh5e86Palabras clave:
Agronegocio; Soja; Semiárido; Cariri; Desarrollo Regional; Conflictos Socioambientales., Agronegocio, Soja, Cariri, Desarollo Regional, Conflictos socioambientalesResumen
El presente artículo analiza críticamente el avance de la frontera del agronegocio sobre el territorio del Cariri, en Ceará, haciendo hincapié en la reciente expansión del cultivo de la soja en la Chapada do Araripe. A partir de una revisión bibliográfica y un análisis documental de datos socioeconómicos y productivos, el estudio investiga las contradicciones inherentes a la territorialización del agronegocio en una región marcada por especificidades socioambientales, por la presencia del bioma de la caatinga y por una histórica vulnerabilidad hídrica. Se argumenta que la expansión de la soja en el semiárido representa no solo la introducción de un nuevo cultivo agrícola, sino la incorporación del territorio a la lógica ampliada de reproducción del capital, marcada por la concentración de la propiedad de la tierra, la expropiación de la agricultura familiar, la intensificación de los conflictos socioambientales y la creciente presión sobre los recursos hídricos estratégicos. El trabajo demuestra que el discurso desarrollista asociado al agronegocio oscurece los impactos estructurales sobre la biodiversidad, los modos de vida campesinos y la seguridad alimentaria regional, especialmente en un contexto de cambio climático y mayor vulnerabilidad a las sequías. Se concluye que la expansión del agronegocio en Cariri refuerza los patrones desiguales de desarrollo y profundiza la mercantilización de la naturaleza, lo que apunta a la necesidad de construir alternativas basadas en la convivencia con el semiárido, la sostenibilidad ecológica y la valorización de la agricultura campesina.
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Referencias
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