INDICADORES DE RECURSOS HUMANOS NA PREVENÇÃO DOS RISCOS PSICOSSOCIAIS: INTERFACES ENTRE A NR-1 E OS ODS DA AGENDA 2030

Autores

  • Adriano Alves Romão Centro Universitário Maciço de Baturité, Ceará, Brasil
  • Allysson Barbosa Fernandes Centro Universitário Maciço de Baturité, Ceará, Brasil
  • Luiz Serafim da Silva Neto Centro Universitário Maciço de Baturité, Ceará, Brasil
  • Patrícia Ponsiano Ricardo Centro Universitário Maciço de Baturité, Ceará, Brasil
  • Vanessa de Oliveira Gomes Centro Universitário Maciço de Baturité, Ceará, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.66104/4y2rq966

Palavras-chave:

Indicador, Psicossocial, NR-1, Risco Ocupacional, Agenda 2030

Resumo

A saúde mental no trabalho tem ganhado centralidade no campo da gestão de pessoas, especialmente diante do aumento de situações relacionadas ao estresse ocupacional, exaustão emocional e adoecimento psíquico. Nesse cenário, os riscos psicossociais passam a ser compreendidos como resultado da organização do trabalho, das práticas de gestão e das relações institucionais. O objetivo é compreender como os indicadores de Recursos Humanos podem servir de base para a identificação e a prevenção dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, tomando como referência a NR-1, o GRO e os ODS da Agenda 2030. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa. A construção teórica baseou-se em autores que discutem riscos psicossociais, estresse ocupacional e gestão de pessoas, com destaque para Costa e Santos (2013), Reis, Fernandes e Gomes (2010), De Lucca e Sobral (2017), Rodrigues e Faiad (2019) e Pereira, Tolfo e Nunes (2025). No âmbito documental, foram analisados a NR-1 e Agenda 2030 da ONU, como base para a articulação com os ODS relacionados à saúde, trabalho digno, desigualdades e responsabilidade institucional. Os resultados indicam convergência entre a literatura científica e os documentos normativos ao apontarem que os riscos psicossociais estão diretamente relacionados ao modo de organização do trabalho, às práticas de gestão e às relações interpessoais. Evidenciou-se que indicadores de RH, como absenteísmo, rotatividade, afastamentos, conflitos interpessoais e queda de produtividade, podem funcionar como sinais institucionais de sofrimento laboral. Conclui-se que os indicadores de RH, quando lidos de forma sistemática e articulada ao GRO, podem orientar decisões voltadas à saúde no trabalho, ao trabalho digno, à redução das desigualdades e à responsabilidade institucional.

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

INDICADORES DE RECURSOS HUMANOS NA PREVENÇÃO DOS RISCOS PSICOSSOCIAIS: INTERFACES ENTRE A NR-1 E OS ODS DA AGENDA 2030. (2026). RJNM, 7(04), 1-23. https://doi.org/10.66104/4y2rq966